sábado, fevereiro 04, 2006

(temporal)idades





Não sei se te disse mas perdi o tempo. Não foi tempo perdido mas a evasão temporal que se apoderou de mim. Perdi-me na contemplação da fotografia das últimas palavras. Não te disse adeus porque não sei como se diz. Fico sentado com os olhos pregados em mim no que fomos e jamais seremos. Sem saudade porque sei que existes. Sem despedidas porque o comboio que parte volta na viagem seguinte. Parto com o aroma dos teus cabelos presos no laçarote da minha memória. Fica-me no tempo o sabor a café do beijo trocado na falta de tempo.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

p/b






Misturámos os nossos preto e branco e pintámos um palhaço de nariz cor de igualdade. O fato ficou às riscas entre cores de amizade e o esbatido da saudade. De chapeuzinho cor de esperança e laçarote apertado ao pescoço traçámos nos lábios sorrisos de felicidade.
Demos de novo as mãos... sujas de tintas diferentes... voltámos à tela para desenhar um mundo cheio de todas as cores onde os nossos preto e branco não se notam nem se sentem!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

debandada



pedaços de nada...


... agarro memórias presas numa mão cheia de nada e outra com coisa nenhuma... para preencher de tudo!