sexta-feira, janeiro 20, 2006

Manta de Retalhos




Não me esqueci... apenas não me lembrei de regressar do labirinto do silêncio dos passos da caminhada. Ignorei o tempo correr pelas badaladas do pêndulo parado... caminho!
Fazes-me ... refaço-me nos pedaços que ficam do puzzle construído de mim para ti no vice versa de nós. Revejo-me em cada peça que colocas neste patchwork. Conheço cada retalho da manta de vida que nos envolve... aquece! Vou... cruzando a encruzilhada do caminho em passadas que levam do passado presente o que esqueci de mim lá fora...

quarta-feira, janeiro 18, 2006

... desliza-se no sonho!



A sede vem da viagem de caminhar sobre garatujas enoveladas em esculturas da terra por modelar. As peças mais intimas deste lugar... recorda-me! Preciso verificar cronologias... por acontecer! Por uma questão de tolerância em meada e de coerência em novelo não chamo os sentimentos pelos nomes.

Vou... sobrevoo outros lugares onde se desnudam as dunas sobre o olhar do mar. Perco-me no trilho vertiginoso de afectos arrastando o tender e fundo-me na paisagem. Abre-se, rasga-se e alonga-se até perder de vista a via-láctea de momentos que no brilho das constelações idealizam outros instantes.

Daqui não há que fugir... desliza-se no sonho!