
Soltas corridas em passadas de criança que se vai tornando menino. Ainda me deixas passar as mãos pelos teus cabelos... Entretida, enrolo os teus caracóis tecendo espirais de dúvidas de como será depois?
Traçarás caminhos de cornucópias e ziguezagues levando contigo as risadas dadas entre cambalhotas, piruetas e as palavras mágicas que trocámos?
Será que vais recordar que o sabão é o primo sujo do sabonete… que a cave é um sótão ao contrário… que a arca dos lençóis é o lençoleiro?
Devagarinho desenrolo, um a um, os teus caracóis, penteando pequenas mechas por entre os dedos… sem conseguir desvendar a ponta do novelo das minhas incertezas sobre o futuro.
Dou-te colo no tempo presente… o resto fica para depois!
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