terça-feira, abril 19, 2011

leituras e outros lugares


;)

Cada vez mais sei menos lidar com situações em que não conheço as pessoas. Dou comigo a dizer meia dúzia de larachas ficando-me quase sempre a certeza de a impressão que deixo terá muito a ver com uma opinião, já não sei de quem e assim do tipo… "és muito distante numa primeira abordagem". Com certeza que devo deixar por aí esta sensação de pessoa meio fria meio antipática do tipo bicho-do-mato distraído… defesas, meu bem… defesas. Sei lá bem de quê ou de quem… formas de reagir ou deformações do interagir?!
Lá avancei em direcção à mesa onde o grupo estava debaixo do luar tímido. O ambiente é de matar saudades que logo no dia seguinte iriam renascer nas partidas longas de chegadas breves. Troquei meia dúzia de palavras com os presentes. Abracei as princesas como se aquele momento pudesse ficar para os próximos tempos. Tão lindas… tão crescidas… Senti o meu olhar a enturvar-se no reflexo do que olhavas… ai estas Marias lamechas!!! Distâncias e saudades ajudam a fortalecer o nó da amizade … mas vão sempre custar a suportar.
Ouço a voz do anfitrião dizer… “… a … é amiga da … é da família… faz parte da família…” Nunca serei capaz de descrever o que esta frase ocasionou cá dentro. Esta ideia de pertença a este lugar diz tudo!


quinta-feira, abril 07, 2011

... aos quadradinhos...



... há histórias assim!

quarta-feira, abril 06, 2011

... sem planos...




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Hoje estou sem planos para me apoderar do mundo... fico entre posts perdidos e rascunhos atrasados!
…o dia corre e isso já é muito bom…

sexta-feira, abril 01, 2011

... receitas.


Pousou a romã sobre a mesa, limpou as mãos ao avental e sacudiu a farinha da manga da camisola. Ao mesmo tempo, com o movimento rápido da cabeça, empurrou para trás os caracóis que pendiam sobre a testa e cobriam o olhar com a mexa loura esbranquiçada. A panela preta de ferro estalava de dor do quente das labaredas. Como o crepitar do lume a fazia ficar ali e ao mesmo tempo voar para a distância da memória… Fechou os olhos e caiu no nocturno íntimo do lusco-fusco da sua interioridade. Há muito que não pegava naquele caderno amarelado do tempo onde escrevia as receitas mais significativas da sua vida: diário de comeres e sabo[e]res… Este reflecte o efeito prático do que fazia e das coisas que lhe  passavam pela cabeça. Relê fórmulas mirabolantes como atum em bisnaga, … vidas registadas num almanaque de coisas menores. Passou a mão endurecida pelo sol na rugosidade saliente do papel. Reencontrou as manchas de umas quantas lágrimas teimosas que caíram e tornaram o pão desse dia ainda mais salgado.
- Então Rosinha? … - Perguntei meio a medo de ouvir uma confissão.
- … é da cebola … a cebola… ai os tempos menina… os tempos… - suspirando ruidosamente uma fungadela que se lhe solta do fundo da aflição de não saber disfarçar.
Os tempos repetem-se hoje sem preâmbulos nem expectativas em que o pão-nosso-de-cada-dia sabe ao pão-que-o-diabo-amassou.

terça-feira, março 29, 2011

... um pouco mais para ali!



O mundo quase me caiu em cima. Ironias, pois diz-se por aqui que os espíritos andam em paz e que tudo é diferente.
Há quartos secretos, passagens escondidas, paredes falsas e temos por hábito a terrível ideia de nos pendurarmos de cabeça para baixo. Outros esconderão a cabeça num buraco de areia.
De volta à mesa redonda do canto da sala, ajeito o corpo nas almofadas que me amolecem a vontade. Beberico em pequenos golos o chá quente que fumega desenhos que se desfazem no ar misturados com o fumo do teu cigarro. Demoro lentamente este momento em que palavra-puxa-palavra acabamos a “calhandrar” a vida dos outros, sem fazer mal a ninguém. Segredos ingénuos, sem malícia gravam-se nas paredes sólidas da sala de estar a que chamo sala de ficar por ali. Porque o tempo convida a ficar!
Observo os teus gestos preguiçosos num jogo de empurra das migalhas do pão-de-ló, ora ordenadas em carreirinhos ora dispostas à mercê de um cheque-mate.

Sobressaltas-me no desafio “Vá…diz o que estavas a pensar…”

O toque acusou-se a energia da trémula inércia … En gard… touché… quão valente este golpe de esgrima de palavras misturadas nos sentimentos que não se sabem. 
A pele da face arde-me do calor rosado da marca do que penso. Se dissesse o que penso com tudo o que sei… esvaziava-me!
Aninho-me como que num exercício de sobrevivência tentando que o mundo caia… um pouco mais para ali!

quarta-feira, março 23, 2011

conversas com os meus botões

o papão vive no 5º andar lá para os lados das águas furtadas da área pensante. deve mesmo ser perto da cabeça pois a tendência é para quando algo corre menos bem os cabelos ficam em pé e há gotas de desalento que teimam escorrer a par de umas quantas lágrimas teimosas. o papão é um glutão que come energias e desgasta forças. tem a mania de deixar as pernas a tremer o que nos faz tropeçar mesmo quando não está escuro. faz roer as unhas e activa o voo das borboletas na barriga. o papão tira-nos do sério e deixa marcas de fúria de não o querer por cá. o papão faz imaginar o desconhecido como um ajuntamento de papões. este malvado papão tira a cor e consome as outras do arco-íris. é assim porque fica tudo preto acinzentado. o papão faz-nos soltar a tampa irreal do alçapão e mergulhar no imaginário que só a fantasia consente pensar que o medo é só mais um faz-de-conta.o papão faz rodopiar, desistir, evitar, temer o que não se conhece e onde vivem todas as possibilidade de assustar os meninos e meninas…


                                                                                                             ... de todas as idades!...

quarta-feira, maio 26, 2010

what is home?



A necessidade de uma casa em  terra firme ainda é vital. Contudo, agora encontramos-la na dimensão do movimento... a jornada torna-se um destino!
A mobilidade faz perder o sentido único do lugar e o processo ajuda a construir outros significados.
A "nossa casa" ganha significação numa estrutura quase invisível escondida dentro de cada um. Assemelha-se a uma colecção de memórias, projectos, intenções, valores, princípios e prioridades que guardamos dentro de nós.



(Para ti... )

quinta-feira, março 04, 2010

rain

Yesterday it was really  raining very hard. 



So,  I asked the man to write some rain poems in his journal.  

This is the result!!


 

I still am so impressed with how the whole world took to writing poetry this year.


terça-feira, abril 28, 2009

8 primaveras


Parabéns Pequenino :)

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

terça-feira, fevereiro 24, 2009