quarta-feira, abril 12, 2006



You Think It's Like This ... But Really It's Like This!

segunda-feira, abril 03, 2006

quarta-feira, março 29, 2006

quinta-feira, março 23, 2006

terça-feira, março 21, 2006

sábado, março 18, 2006

segunda-feira, março 13, 2006

terça-feira, março 07, 2006

... quimica dos afectos!



Ontem adormeceram-me! Hoje acordaram-me para me voltarem a adormecer! Vagueio dormente entre o passado e o presente onde o futuro não tem lugar.
Passo a gilete lentamente pelo rosto enrugado. As gelhas da pele são ainda a expressão mais visível do que já não sou e me transformei. Um ser sem expressão, olhar vazio e passo arrastado perdido entre os muros altos deste estar aqui em que o tempo passa indiferente.
Olho-me no espelho e já não me vejo... a silhueta do que vejo é uma sombra do que fui.
Olho fixamente o infinito e já nem o imaginário conheço. Vislumbro apenas em linha recta os fantasmas em que tropeço. Ouço-os e respondo-lhes em diálogos que se cruzam no monólogo solitário. Já não conheço a saudade!
Adormecido e alheado sigo em circulares internas do curto espaço da praça. Não sei onde vou nem se quero ir porque perdi o que procuro... ou procurei?!
Entrego-me na sensação da moleza de Prozac’s e Xanax’s ou outros tantos genéricos do género. Importa andar, rodopiar... sem importunar.
Acalento-me nas réstias da sensibilidade que me ficou, mas continuo sem conhecer o caminho que faço todos os dias... vou de lá para cá ... rodo... paro... e sigo de cá para lá. Sem saber por onde quero ir... fico! Retomo a rotina do meu delírio anestesiado em químicos que abafam a falta da química dos afectos!



(Hospital Psiquiátrico do Lorvão, Fevereiro 2006)

quarta-feira, março 01, 2006

domingo, fevereiro 19, 2006


Sigo-te... para subir de novo contigo!

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

(paralela)mente



Demarco na mente limites da dimensão paralela atemporal do real enviesado. Esboroam-se desvaneios das linhas que escrevo em fantasias oblíquas. Narrativas viradas do avesso com o que me veio à mente!
Não falo... fico... não estou... sou... uma linha recta curva paralela à mente!

sábado, fevereiro 11, 2006


Conversas em redor de relatos de episódios passados, com repercussões no presente e no futuro... desembocam na expressão: ao longo da vida!
Fica-me a bailar a questão: “Quer dizer na largura ou no comprimento da vida?!...” Meti-me em conversas com os meus botões a pensar em larguras e comprimentos... da vida! Medidas de vida... sem balança, fita métrica, fio de prumo, nível ou medidas de capacidade... pouco concluí sobre a dimensão da verticalidade e horizontalidade da vida!

Vivo ... apenas!

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

tesouros escondidos



Erguemos castelos de areia que tocam os palácios das nuvens onde vivem fadas e duendes vestidos de azul celeste marinho. Brinca comigo neste passeio da idade... serei marinheiro sem fragata e tu sereia rainha da areia.
Mil descobertas faremos de tesouros escondidos em baús com pérolas, rubis e safiras... que em segredo fingimos serem apenas grãos de areia!

Quantas conchas e estrelas do mar precisamos para construir estradas de madrepérola para o sonho continuar a caminhar?...

sábado, fevereiro 04, 2006

(temporal)idades





Não sei se te disse mas perdi o tempo. Não foi tempo perdido mas a evasão temporal que se apoderou de mim. Perdi-me na contemplação da fotografia das últimas palavras. Não te disse adeus porque não sei como se diz. Fico sentado com os olhos pregados em mim no que fomos e jamais seremos. Sem saudade porque sei que existes. Sem despedidas porque o comboio que parte volta na viagem seguinte. Parto com o aroma dos teus cabelos presos no laçarote da minha memória. Fica-me no tempo o sabor a café do beijo trocado na falta de tempo.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

p/b






Misturámos os nossos preto e branco e pintámos um palhaço de nariz cor de igualdade. O fato ficou às riscas entre cores de amizade e o esbatido da saudade. De chapeuzinho cor de esperança e laçarote apertado ao pescoço traçámos nos lábios sorrisos de felicidade.
Demos de novo as mãos... sujas de tintas diferentes... voltámos à tela para desenhar um mundo cheio de todas as cores onde os nossos preto e branco não se notam nem se sentem!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

debandada



pedaços de nada...


... agarro memórias presas numa mão cheia de nada e outra com coisa nenhuma... para preencher de tudo!

sábado, janeiro 28, 2006


Soltam-se ... sem controlo... escorregam... sem ordem..... evadem-se... sem prisão...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

... na volta do sossego...






O tamanho das aflições dos outros é a medida das nossas capacidades!

SerendipityMan

terça-feira, janeiro 24, 2006

sapatinhos de cristal


Já não sei! Perdi-me na rota do passado. Queria sair da baía e deixar na doca pensamentos salpicados de sal do mar tempestuoso. Suspensa em mim parei o andar sem saber por onde seguir. Aguardei por um sinal tentando que os meus medos não se tornassem maiores que a nuvem negra que se aproximava. Agarrei com força a corda da âncora que não deixava o barco sair dali... com ele permaneci como a mão do enfermo se agarra à vida! Os marinheiros e as gaivotas tinham seguido para terra firme .. apenas o avermelhado sumido do farol dá sinal de que a vida ainda pode andar por aí... Por aqui? Ou por acolá?... fiquei por ali até que uma mão me indicasse o caminho!

Devagarinho o vento levou a tempestade dali... passou um velho lobo do mar que me deu a mão calejada do leme da embarcação.!
Passou-me a sua capa azul de textura dura e então amoleci na esperança da tranquilidade de um porto seguro... No alpendre da cabana observei o lobo do mar ... De barbas brancas e tez queimada em que cada ruga tem ondas de mil histórias de mar! Ali parado parecia enorme! Olhando o horizonte misturava o cheiro do cachimbo com o fumo do café! Aconchegou nos lábios os raios mornos do sol matinal e ainda disse “Já passou!” .... com as suas meias gastas senti-me uma sereia vestida de lantejoulas e sapatinhos de cristal!

domingo, janeiro 22, 2006

sexta-feira, janeiro 20, 2006

Manta de Retalhos




Não me esqueci... apenas não me lembrei de regressar do labirinto do silêncio dos passos da caminhada. Ignorei o tempo correr pelas badaladas do pêndulo parado... caminho!
Fazes-me ... refaço-me nos pedaços que ficam do puzzle construído de mim para ti no vice versa de nós. Revejo-me em cada peça que colocas neste patchwork. Conheço cada retalho da manta de vida que nos envolve... aquece! Vou... cruzando a encruzilhada do caminho em passadas que levam do passado presente o que esqueci de mim lá fora...

quarta-feira, janeiro 18, 2006

... desliza-se no sonho!



A sede vem da viagem de caminhar sobre garatujas enoveladas em esculturas da terra por modelar. As peças mais intimas deste lugar... recorda-me! Preciso verificar cronologias... por acontecer! Por uma questão de tolerância em meada e de coerência em novelo não chamo os sentimentos pelos nomes.

Vou... sobrevoo outros lugares onde se desnudam as dunas sobre o olhar do mar. Perco-me no trilho vertiginoso de afectos arrastando o tender e fundo-me na paisagem. Abre-se, rasga-se e alonga-se até perder de vista a via-láctea de momentos que no brilho das constelações idealizam outros instantes.

Daqui não há que fugir... desliza-se no sonho!

sábado, janeiro 14, 2006

Saída




Improviso uma saída... O túnel é apenas um caminho que se fecha atrás de mim… trilho em que o sol nasce e morre num horizonte em que não sei se há regresso! Vou caminhando pela estrada que ruma entre o tudo e o nada… na ilusão terrena de não ter chegado ao fim. Desta viagem fica um caleidoscópio de cores esbatidas em que os sons suaves de outrora se tornaram pequenos sussurros… Parto no reencontro da minha réstia de luz interior… não perdi… suspendi o impossível!

terça-feira, janeiro 10, 2006

Do lado de cá...




... imagino as histórias do lado de lá!


(Piodão 2004)

Herança do tempo





Conheces aquelas casas de chão de madeira, de tábuas largas com fendas nas quais se deixam cair para baixo do soalho um alfinete... uma moeda... um botão... um berlinde... um sonho... um desejo... e outras mil coisas que ficam lá escondidas na escuridão?A vida é um pouco como o fundo do soalho, com mil pequenas alegrias e surpresas que vão caindo nas gretas do tempo e se esquecendo no fundo da vida. Isto porque a esperança, a beleza podem diluir-se com a adversidade: a pobreza... vivências negativas... violência... negligência... desamor… entre outras coisas, deixam esquecer mil tesouros que se vão perdendo no tempo. São estas jóias esquecidas que quantas vezes se tentam redescobrir, lado a lado, ultrapassando fantasmas, partilhando tesouros em castelos de sonhos quase reais… umas vezes caminhando de mãos dadas… outras de braços caídos!


(Inspirado num texto que li há muito tempo… não sei o título!) Santarém 2004

domingo, janeiro 08, 2006

(advers)idades




De costas viradas para o mundo... abalam-se as crenças que cresceram no colo quente materno. De costas voltadas para a vida... secam-se as lágrimas das raízes de memórias vindas do calor das palavras paternas.
O vazio do sofrimento não tem balança nem fita métrica que o possa medir... cada um por si fica na sensação da perda! Fica a impressão de que a cidade movimentada ficou sem pessoas, o mar perdeu os peixes e as gaivotas voaram para longe. Só... resta a certeza de que nunca ninguém nos ensina a dizer adeus... e assim se pára, abruptamente, de chamar por alguém que sempre se manteve por perto do coração, lembrando que na vida terminou apenas mais uma etapa das (advers)idades da partida!




sábado, janeiro 07, 2006

Rodopio




Soltas corridas em passadas de criança que se vai tornando menino. Ainda me deixas passar as mãos pelos teus cabelos... Entretida, enrolo os teus caracóis tecendo espirais de dúvidas de como será depois?
Traçarás caminhos de cornucópias e ziguezagues levando contigo as risadas dadas entre cambalhotas, piruetas e as palavras mágicas que trocámos?
Será que vais recordar que o sabão é o primo sujo do sabonete… que a cave é um sótão ao contrário… que a arca dos lençóis é o lençoleiro?
Devagarinho desenrolo, um a um, os teus caracóis, penteando pequenas mechas por entre os dedos… sem conseguir desvendar a ponta do novelo das minhas incertezas sobre o futuro.
Dou-te colo no tempo presente… o resto fica para depois!

Apenas...


... para me lembrar de não me esquecer que ainda se recorda por aqui o cheirinho da loção de Mustela , depois a “Bien-Etre” que trocaste por um "Escada" carérrimo.Foi tão rápido o salto no tempo! Foste dos meus braços, aninhada em panos cor-de-rosa, correndo mundos infinitos de cores de trapos, percorrendo as texturas da vida! Gosto de te ver o rosa e o verde jasmim... porque sim! Aprecio o negro da capa que te abraça os ombros de caloira... porque assim constróis uma pequena parte do sonho do que vais ser quando fores grande!
Ou já és? :)

sexta-feira, janeiro 06, 2006

(entre)tantos



… alguns são assim! Levam-nos em passeios de baú marcados por recordações de registos fotográficos… em viagens de limusinas de duas rodas que permitem relembrar outras realidades, detalhes, cores, texturas… outros dão-nos colo em conversas caladas estacionadas num banco de jardim… fazem-nos ver que as grades são meras divisórias transponíveis… ajudam a construir e atravessar pontes tornando caminhos mais curtos… navegam nos nossos problemas como fossem também suas essas águas turbulentas … mantêm-se firmes como postes que iluminam mesmo quando o sol já nasceu! Mas mesmo assim, quantas vezes se fica no crepúsculo, sem monotonia da falta de qualquer coisa…!? Só por isso acredito que digas que “Não há paixão, não há amor”… (entre) tantos também se pode sentir solidão e viver pensamentos contraditórios… não sei dizer que não te amo… mas já não sei como amar! Já sentiste isto? Volta-te para os tantos que entre muitos há … porque ninguém é uma ilha nem fortaleza! O mistério do verde do Outono está em acreditar que para alem do gelo branco do Inverno voltarão dias brilhantes cheios de cores quentes da Primavera! Enquanto existir uma réstia de humanidade o amor persistirá… Amar: verbo transito… implica interacção, logo… pede complemento directo!


Conversas entre nós… (entre) tantos de mãe e filha!

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Tempo de dizer adeus


Sem olhar para trás… subo degrau a degrau uma escada feita de nuvens. O corrimão da saudade segura a vertigem do vazio! Comigo levo o escuro da sombra do sol e das histórias que ficaram por contar… por viver!
Folhas amarelas entorpeçamo meu andar arrastado no frio da cidade, da multidão que diz as horas faltarem ao dia.
Escorrego pelo nevoeiro… vou aninhar-me no sofá e enrolada na manta de retalhos da vida, vou bordar em ponto cruz cada recordação que ficou!

(terna)mente



... olho o tempo que apagou os restos de nós. Pegas-me a mão tocando a epiderme do meu sentir mas... há coisas que agora já não sei dizer. Ensinas-me!? Ainda guardo segredos de loucos instantes numa caixinha feita de palavras que não se dizem, apenas se escrevem com penas leves em mãos de ágil delicadeza! Palavras de tempos de outrora que correm em cascata de memórias como a água ao sabor da corrente!. Solta-se a saudade de ternos e eternos instantes vividos nas margens das águas azuis esverdeadas em que extasiados olhávamos o sol a apagar-se no horizonte... como os restos de nós!

AGORA... que me importa se os instantes perderam o encanto!? Descobri que a areia tem flores, as estrelas incendeiam caminhos de luz para o infinito azul escuro e que lua espalha as trevas da noite, o sol brinca no firmamento deixando escapar raios que fazem cócegas nos pés e iluminam os cabelos de cabeças sonhadoras! (terna)mente fico aqui... a meio do caminho... sem que alguém me leve da esquina do braço do rio!

Vamos?

quarta-feira, janeiro 04, 2006

(Particular)idades




Hoje secaram-se-me as palavras das lágrimas de emoção que vi no teu rosto. Sem idade, sem identidade ali estivemos suspensas ao espectáculo de seres marinhos em danças valsadas. No silêncio do barulho da multidão trocamos olhares desconhecidos que conheciam a mesma sensação de preenchimento da alma. Foste testemunha das imagens da minha emoção... também eu nunca havia estado tão perto do inacessível sonho por realizar! Olhaste-me na interrogação... quem sabe um dia ainda podemos mergulhar no azul manchado de golfinhos? Revejo o teu olhar...quase parecias uma criança de cabelos brancos tingidos pela magia daqueles instantes.



Já tarde... revejo-te de novo... arrastas o andar da idade mas transportas no coração momentos para reviver... devagarinho levas dali a tua alma preenchida de (particular)idades que inundaram o teu olhar!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

...além do lado de cá!


A certeza é a dúvida constante que move o pensamento preso a desejos, quimeras, receios e outras muitas mais dúvidas. Andar em frente podia custar menos quando a decisão dos passos difíceis fossem dados por outros. Que não nós. É a isso que se chama responsabilidade ... o preço de crescer e ser alguém com maturidade. Isto nem sempre é fácil mas nem sempre é impossível. O impossível quantas vezes vive mais no imaginário do que na verdadeira vontade de o ultrapassar e vencer. Já pensaste nisto, heroina? Ouvir com atenção a voz do coração quando o eco da razão apenas faz o ruído da indefinição complica tudo... e tudo parece ficar negro cinza nas gotas transparentes que rolam no teu rosto de menina-mulher. Mas acredita no segredo que te conto baixinho... há algo escondido em ti que, por magia ou outra força qualquer, de um momento para o outro te mostra qual dos caminhos da encruzilhada seguir. Chamam-lhe esperança... será? Ou quem sabe insistência revelada na resiliência do teu ser? Os problemas, dificuldades e incertezas fazem parte deste percurso natural... assim é assustador, mas não o seria igualmente se a rotina se instalasse na eterna monotonia de um viver “sem preocupações”. A sensação de bem estar que move homens e mulheres em cada dia que começa tem muito a ver com a capacidade de mais um problema resolver, mais uma barreira transpor... para depois poder saborear, calmamente, cada vitória de pequenas guerras interiores.
Quando o pessimismo bate à porta há que primeiro ouvir o que se vai dizer com a voz do coração e soltar só depois os gritos surdos da razão... Assim, resta esperar e pensar que os grandes problemas de hoje podem ser as ninharias de amanhã... pontos de vista cómodos!!?... talvez!... mas ajudam a ver para além do lado de cá!

sexta-feira, dezembro 30, 2005





bOla

de

sabãO

terça-feira, dezembro 27, 2005

caminhada















Visto a bagagem de mais uma viagem onde levo a criança que fui e as que criei... as prendas que abri e embrulhei... o que acreditei e desconfiei... os amigos que perdi e ganhei... as pessoas que amo e amei... dias felizes outros nem assim... as memórias feitas do agora no ontem e desfeitas no amanhã... a interrogação do ponto final... as histórias que ficaram a meio e outras por contar... a riqueza que espreito nos Olhares de uns e de outros...a paz que desejo ver mas ainda não chegou... a esperança que quero ter... Entre barreiras humanas tocam-me os sons do nada do que fica por dizer nas palavras que se perdem na tradução por fazer... Caminho tocando o chão como se fosse céu... apenas queria tocar uma estrela mágica e mudar o que há para mudar... porque ainda é Natal!