
O tamanho das aflições dos outros é a medida das nossas capacidades!
SerendipityMan



A sede vem da viagem de caminhar sobre garatujas enoveladas em esculturas da terra por modelar. As peças mais intimas deste lugar... recorda-me! Preciso verificar cronologias... por acontecer! Por uma questão de tolerância em meada e de coerência em novelo não chamo os sentimentos pelos nomes.
Vou... sobrevoo outros lugares onde se desnudam as dunas sobre o olhar do mar. Perco-me no trilho vertiginoso de afectos arrastando o tender e fundo-me na paisagem. Abre-se, rasga-se e alonga-se até perder de vista a via-láctea de momentos que no brilho das constelações idealizam outros instantes.
Daqui não há que fugir... desliza-se no sonho!






… alguns são assim! Levam-nos em passeios de baú marcados por recordações de registos fotográficos… em viagens de limusinas de duas rodas que permitem relembrar outras realidades, detalhes, cores, texturas… outros dão-nos colo em conversas caladas estacionadas num banco de jardim… fazem-nos ver que as grades são meras divisórias transponíveis… ajudam a construir e atravessar pontes tornando caminhos mais curtos… navegam nos nossos problemas como fossem também suas essas águas turbulentas … mantêm-se firmes como postes que iluminam mesmo quando o sol já nasceu! Mas mesmo assim, quantas vezes se fica no crepúsculo, sem monotonia da falta de qualquer coisa…!? Só por isso acredito que digas que “Não há paixão, não há amor”… (entre) tantos também se pode sentir solidão e viver pensamentos contraditórios… não sei dizer que não te amo… mas já não sei como amar! Já sentiste isto? Volta-te para os tantos que entre muitos há … porque ninguém é uma ilha nem fortaleza! O mistério do verde do Outono está em acreditar que para alem do gelo branco do Inverno voltarão dias brilhantes cheios de cores quentes da Primavera! Enquanto existir uma réstia de humanidade o amor persistirá… Amar: verbo transito… implica interacção, logo… pede complemento directo!
Conversas entre nós… (entre) tantos de mãe e filha!



